
Quem costuma navegar na internet sabe da repercussão do vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=6w9MpztV4gk): comentários, piadas irônicas e etc e tal.
Isso põe na vitrine, o quanto nós brasileiros temos o costume de achar que tudo precisa ser engraçado, tudo precisa ser um “poço de arreganho” só.
Basta notar o número pessoas que menospreza qualquer tipo de música que não dê pra dançar, ou os milhões que ficam como lagartixas alegres toda vez que um novo reality show “embasbacante” está pra começar.
Ok, pode dizer que estou falando de coisas desconexas, mas no fundo você vai perceber o quanto tudo isso faz parte do nosso mesmo “sambinha”.
A cantora Vanusa justificou-se, após o erro na apresentação, que estava sob efeito de remédios sedativos (ela tava meio groguezinha mesmo, dá pra notar no vídeo). Mas isso chama atenção pra um outro ponto, do qual as pessoas preferem não enxergar, preferem achar graça:
Você sabe o hino do seu país?
Você entende o que o hino está dizendo?
Você entende o que as músicas de hoje em dia estão dizendo?
Você sabe o significado das palavras que usa?
Aí que está o problema, muito provável que assim como a Vanusa, você erre o hino nacional, pois você além de não saber cantar ele, de fato, não entende “patavinas” do que está dizendo ali, estamos nos acostumando cada dia mais a um vocabulário pobre e chulo. Vocabulário este ampliado por novos ídolos, surgidos em reality shows, Mtv’s e afins.
Não precisa falar pomposo pra falar bem (o hino nacional é um poema no estilo parnasiano, que valorizava um vocabulário empolado), mas precisa falar certo.
É incrível o número de pessoas que ficam apavoradas quando precisam escrever uma redação, ou algo simples que seja, falar em público, conversar sobre um assunto qualquer, enfim... se expressar por meio das palavras.
E o que isso tem a ver com música?
Tudo... ponha um pouco mais de atenção nas músicas que você ouve pra saber o que de fato elas estão dizendo. Quando não são os funks, com letras “rebuscadamente” sexuais, são os sertanejos universitários enaltecendo a ida pro bar, sexo e traição. E o que considero o pior de todos os casos: a banda de pop rock Bidê ou Balde que tem uma letra que fala nitidamente de incesto, sim incesto.
Mas segue a tradição de nosso país, onde o que prevalece é o “bundalelê” e todos cantam e batem no peito com orgulho daquilo que jamais nos fará melhores.
Jogue sua consciência no lixo e saia pra dançar....
Sem abraços e canções hoje...
Coluna semanal no Jornal "A sua Voz"






